Aprendendo idiomas online

Depois de muito tempo sem escrever aqui no blog (justo agora que ele está todo bonito e com propagandas para eu poder ganhar um dindin) finalmente venho escrever mais um artigo com o intuito de ajudar outras pessoas com o conhecimento que tenho. Mas coloquei como meta escrever com uma periodicidade maior aqui. Tenho até um artigo pronto, que saiu na Revista Espírito Livre que ainda não postei! Mas chega de blá-blá-blá e vamos ao que interessa. ;)

Algo que gosto muito de fazer é aprender coisas novas, e idiomas é algo que nunca havia me chamado atenção. Mas comecei a aprender francês, para acompanhar minha esposa, e vi como é fácil estudar idiomas pela Internet! Falarei neste artigo de 2 que estou utilizando: Livemocha e BBC Languages.

Livemocha

O Livemocha é um site colaborativo, onde existem cursos básicos gratuitos onde seus exercícios (falados e escritos) são corrigidos por outras pessoas. Estas pessoas podem ser seus amigos cadastrados ou não no site ou até mesmo pessoas desconhecidas que conhecem bem o idioma que está sendo estudado (neste caso, o próprio site faz algumas recomendações). A medida que você vai avançando no curso ou fazendo exercícios extras, você vai acumulando pontos (Mochapoints). Você também ganha pontos ensinando outras pessoas os idiomas que sabe, realimentando o site. É bastante divertido!

Você ainda tem a opção de adquirir, por apenas 10 dólares, um material mais completo dos cursos e ter seus exercícios corrigidos por profissionais cadastrados, mas a grande sacada do site é a interação inter-cultural que acontece. Na minha opinião, o curso gratuito oferecido é bastante interessante para quem está começando a aprender um novo idioma. Também imagino que valha a pena comprar pelo acesso ao material extra, pois é barato e vai ajudar a ter um conhecimento mais completo, mas ainda não comprei nada ainda.

Se você se interessou pelo Livemocha, não se cadastre agora! Me peça um convite que te enviarei, pois assim eu ganharei pontos e um curso de viagens (cujo preço normal é 10 dólares também)!

BBC Languages

O site da rede de TV britânica BBC também tem uma parte dedicada ao aprendizado de idiomas. O material que eles têm é muito grande e totalmente gratuito. São vídeos, áudios, exercícios e textos que vão te ajudar a aprender ainda mais.

No entanto, a minha opinião é que este site é mais indicado se você já conhece um pouco do idioma, pois o conteúdo é um pouco mais avançado que o do Livemocha. Então o que estou fazendo é estudar Inglês por ele e o Francês vou ficar apenas no Livemocha por enquanto para depois partir para o BBC também.

Espero que minha dica ajude a formar mais poliglotas! Se você tem mais dicas de sites para estudo de idiomas online (mesmo que sejam pagos), me avise através dos comentários, pois isto me interessa muito!

Bon soir!

Read It Later: minha nova extensão para Firefox preferida

Um dos grandes poderes do Firefox são suas quase infinitas extensões. Para quem não conhece, extensões são espécies de plugins para o navegador que adicionam funcionalidades que não vem nele “de fábrica”. Ou seja, quando você baixa o Firefox ele é como um carro básico apenas com itens essenciais de série, mas você pode ir adicionando os itens opcionais para deixá-lo do jeito que você quer. Este artigo descreve uma extensão que conheci há algum tempo (no, infelizmente, falecido GDHCast) e a qual não consigo mais navegar sem: Read It Later.

O que é?

Basicamente, a extensão Read It Later é uma lista de links que você quer guardar para ler depois. Você tem opção de configurá-lo para salvamento offline ou online (que é o mais interessante para mim). Na segunda opção, ele salvará seus links numa conta que deverá criar no site Real It Later e, com isso, poderá visualizar a lista de links de qualquer computador que utilizar. Como eu sou um viciado em RSS (utilizo o Google Reader para ler meus feeds), existem diversos artigos que gostaria de deixar para ler em casa, então adiciono no RIL e pronto! Em casa é só sincronizar (que ele faz automaticamente), consultar a lista de links salvos, começar a ler e marcá-los como lidos.

read-it-later

A ideia é bastante simples e você pode até pensar “eu posso fazer isso de diversas maneiras”, mas com certeza não será de uma forma tão simples. Com uma interface limpa, ele adiciona um botão não intrusivo na barra de endereços, que serve para salvar o link na lista, ele e também facilita muito na hora da leitura. Com ele você poderá pesquisar por um link, ordená-los por diversas formas (mais novos, mais antigos, por nome, por site e até por pagerank) e conta com paginação. Além disso, você pode enviar um link que gostou para o Delicious, Digg, Reddit, StumbleUpon, favoritos do navegador, dentre muitos outros.

**Funcionalidades extras
**

A extensão não fica só no feijão-com-arroz de salvar links e cincronizar a lista entra vários computadores. Existem duas funcionalidades que vão acabar com qualquer argumento contra:

Integração com o Google Reader – Não há dúvidas que o Google Reader seja o leitor de RSS (dentre os online e os offline) mais utilizado. Sendo assim, o RIL adiciona um link acima da estrela, que facilita muito o salvamento de links, já que o leitor de RSS é, potencialmente, o maior gerador de links para leitura futura.

read-it-later-greader

Leitura offline – Com se tudo o que foi dito não bastasse, que tal salvar os links para lê-los mesmo quando você não tiver acesso à Internet?

Espero que a dica ajude a todos os RSS-maníacos (como eu) a ter uma leitura mais produtiva!

Eventos de software livre no Rio de Janeiro em setembro

Este mês teremos no Rio de Janeiro dois grandes eventos de software livre: Software Freedom Day e Fórum de Tecnologia em Software Livre do SERPRO RJ. Uma oportunidade única para quem quer aprender um pouco mais sobre tecnologias de ponta e software livres que estão mudando a realidade da tecnologia no mundo todo. E tudo de graça!

Software (livre) é Conhecimento (livre) – parte 2

Esta é a segunda e última parte do artigo. Então, primeiro leia a primeira parte.

No fim da primeira parte, eu disse que o software livre resolve o problema do não compartilhamento de conhecimento que acontece com diversos softwares, mas vamos entender isto melhor.

O que é Software Livre?

Na definição da Free Software Foundation (Fundação Software Livre), um software é livre quando garante 4 liberdades:

  1. Liberdade de rodar o programa para qualquer propósito;
  2. Liberdade de estudar como o programa funciona e modificá-lo para que faça o que quiser (acesso ao código-fonte é uma precondição para esta liberdade);
  3. Liberdade de redistribuir cópias de modo que você possa ajudar o seu próximo;
  4. Liberdade de melhorar o programa e publicar sua versão modificada ao público, para que todo a comunidade possa se beneficiar (acesso ao código-fonte também é uma precondição para esta liberdade).

Todo o software (livre ou não) possui uma licença de uso – um software é livre quando sua licença de uso garante todas essas liberdades. E mais, um software livre não necessariamente foi criado desta forma. Existem diversos softwares que nasceram proprietários e tiveram sua licença alterada – é uma questão de escolha de seus donos. Veja alguns exemplos:

  • Linux: somente em 1992 Linus Torvalds mudou sua licença, abandonando a cláusula que proibia seu uso comercial e adotando a GPL (Licença Pública GNU);
  • Mozilla: criado a partir do Netscape e hoje evoluiu para o Firefox;
  • OpenOffice.org: criado a partir do StarOffice da Sun;
  • Blender: seu código-fonte foi comprado em 2002 diante da falência da companhia NaN.

História resumida do software livre

  • 1983 - Richard (Matthew) Stallman lança o Projeto GNU;
  • 1984 - Stallman abandona seu emprego no MIT para dedicação integral ao Projeto GNU;
  • 1985 - Fundação da Free Software Foundation, por Stallman;
  • 1991 - Linus Torvalds, desenvolve a peça que faltava para o sistema operacional GNU: o kernel (Linux), que, favorecido pelo ambiente colaborativo propiciado pela Internet, se desenvolveu muito rapidamente.

Podemos ver que num software livre (com as 4 liberdades garantidas), seu conhecimento não ficará restrito a um grupo pequeno de pessoas e poderá ser compartilhado com qualquer pessoa! Poderá ser melhorado ao gosto de cada um, como a receita de bolo compartilhada entre amigos. No entanto, se aplicarmos a regra do software proprietário às receitas de bolo, seria inaceitável um comportamento como pedir uma receita – você poderia ser preso por isso! Parece um absurdo completo, mas várias formas de conhecimento são tratadas desta forma. Alguns exemplos são: música, livros, filmes e software. Existem os direitos de cópia (copyright) e os direitos autorais, mas isso é assunto para outro artigo (teremos uma palestra sobre este assunto no GNUGRAF também).

Desta forma você pode pensar: “além das coisas cotidianas (como receitas de bolo) e do software livre, existe alguma forma de conhecimento nos dias de hoje que não seja restritivo?”A resposta é sim! A pesquisa científica vêm trabalhando há séculos com um modelo baseado em livre exposição de pensamentos, onde os autores são reconhecidos por mérito. Onde o trabalho de um acaba, começa o de outro e, assim, a humanidade foi evoluindo. Como disse Isaac Newton no século XVII:

Se vi mais longe foi por estar sobre ombros de gigantes.

Com tudo isso mostrado, podemos chegar à nossa segunda conclusão: Se software é conhecimento, …

“Software livre é conhecimento livre!”

Vantagens do software livre

Podemos entender os impactos positivos da produção e uso de software livre em quatro perspectivas: social, técnica, política e estratégica.

Do ponto de vista social (algumas vezes chamado de “filosófico” ou “ideológico”):

  1. Reaproveitamento de ideias;
  2. Conhecimento acessível a qualquer pessoa;
  3. Geração de trabalhos baseados;
  4. Colaboração entre pessoas;
  5. Ferramenta de estudo e pesquisa.

Do ponto de vista técnico:

  1. Permite evolução competitiva, rápida e sólida (correção de erros ou bugs);
  2. Maior segurança, por se saber o que está sendo executado;
  3. Software é evoluído por necessidades técnicas e não financeiras;
  4. Garante permanente compatibilidade entre os produtos das diversas versões, caso contrário, a continuação da versão anterior;
  5. Aderência a padrões abertos (como ODF, usado no OpenOffice.org, e HTML, usado para se fazer sites web).

Do ponto de vista político:

  1. Inclusão digital;
  2. Vantagens pedagógicas (transformando os alunos em produtores e não só consumidores, não obriga o aluno utilizar softwares pelos quais não poderá comprar e prega aos jovens uma visão de colaboração do mundo);
  3. Modelo economicamente sustentável;
  4. Desenvolvimento distribuído gera ganhos financeiros e tecnológicos localmente;
  5. Soberania nacional.

Do ponto de vista estratégico (empresas e governos):

  1. Independência de fornecedores;
  2. Economia (não necessidade de compra de licença de uso);
  3. Garantia de manutenção em caso de descontinuidade;
  4. Possibilidade de desenvolver funcionalidades que considera mais prioritárias.

Espero que tenham gostado e aguardo os comentários! Além disso, se morar no Rio de Janeiro, não deixe de ir ao GNUGRAF. É de graça e teremos diversas palestras e mini-cursos como profissionais de qualidade das áreas multimídia. Bem, eu vou ajudar no evento, mas não vou perder as atividades relacionadas à produção musical :). Grande abraço!

Software (livre) é Conhecimento (livre) – parte 1

Este artigo procura mostrar uma nova visão às pessoas de como elas enxergam o software. Software também é conhecimento e, como tal, deve ser livre para propiciar o desenvolvimento da humanidade.